|
O
delegado de Polícia Federal Protógenes Pinheiro
de Queiroz impetrou, na tarde desta segunda-feira (30),
Habeas Corpus preventivo (HC 98441) no Supremo Tribunal
Federal em razão de convocação por
parte da Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) das escutas telefônicas clandestinas. O depoimento
foi marcado para a próxima quarta-feira (1).
Segundo a defesa de Protógenes Queiroz, não
há tempo hábil para que o Supremo decida o
mérito do HC, que é garantir ao policial o
direito de permanecer calado durante as perguntas da CPI
na Câmara dos Deputados. Por isso, os advogados do
delegado pedem, liminarmente, que o Supremo garanta um salvo-conduto
contra ilegalidades e contra a obrigatoriedade de ele assinar
termo de compromisso como testemunha no depoimento. Requerem,
também, que seja garantido o direito de Protógenes
Queiroz de permanecer calado sem que seja preso por isso,
e que tenha assistência de um advogado durante todo
o depoimento.
O policial foi responsável pela operação
que investigou e prendeu o banqueiro Daniel Dantas, dono
do banco Opportunity, alguns executivos da instituição,
o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor
Naji Nahas – todos acusados de crimes contra o Sistema
Financeiro. Depois de deflagradas as prisões, o nome
de Protógenes foi associado – pela imprensa
– a supostos grampos ilegais que teriam sido feitos
inclusive no Supremo Tribunal Federal. Ele foi afastado
da função de diretor de Inteligência
Policial da Polícia Federal e é alvo de inquérito
policial em São Paulo.
Processos relacionados HC 98441
Fonte: www.stf.gov.br
|